December 19, 2007
presquisaprecos.gif

Combinação de células humanas e vírus fazem a ‘tropa de elite biológica’.
Objetivo é impedir que tumores se espalhem pelo sistema linfático.

Pesquisadores norte-americanos e ingleses combinaram células de defesa humanas com vírus e conseguiram impedir a disseminação de tumores pelo sistema linfático.

A proposta é utilizar a capacidade de defesa dos linfócitos T, células humanas capazes de atuar nas situações de infecção e tumores, associada a um vírus que comumente causa lesões na boca, as aftas, capaz de destruir as células cancerígenas, deixando as sadias de lado.

Alguns tumores malignos se espalham no corpo “viajando” através do sistema linfático — é o caso do câncer de mama, do de próstata e do de intestino, além dos tumores malignos de pele.

A extensão do tumor para os linfonodos determina não só a gravidade do caso bem como algumas vezes muda a estratégia de tratamento.

Os cientistas utilizaram células de defesa imaturas colhidas na medula óssea e as reprogramaram para carrear o vírus até o tumor para destruí-lo.

No caso dos ratinhos com câncer de pele (melanoma) o tratamento foi capaz de destruir as metástases tumorais nos linfonodos e no baço em duas semanas. O mesmo efeito foi conseguido para tumores malignos de pulmão e intestino.

O tratamento que ainda não foi tentado em seres humanos pode abrir uma nova porta para o desenvolvimento de uma vacina para o câncer a partir da estimulação das defesas naturais do corpo humano. O trabalho foi publicado na revista “Nature Medicine” em 9 de dezembro.


December 18, 2007

imagem.gif

O escritor de ficção científica Arthur C. Clarke listou três desejos para o seu aniversário de 90 anos: que o mundo adote fontes de energia limpas, que a paz seja estabelecida no lugar onde vive, o Sri Lanka, e que sejam apresentadas evidências de seres extra-terrestres.

“Eu sempre acreditei que nós não estamos sozinhos no universo”, disse ele em um discurso para um pequeno grupo de cientistas, astronautas e oficiais do governo neste domingo, na cidade de Colombo, no Sri Lanka.

Os humanos estão à espera de que seres extra-terrestres “nos chamem ou nos dêem um sinal”, disse o escritor. “Não temos como adivinhar quando isso vai acontecer. Espero que aconteça antes que seja tarde demais.”

O autor britânico, que se mudou para o Sri Lanka em 1954, escreveu mais de 100 livros de ficção científica, incluindo “2001: Uma odisséia no espaço”.


December 10, 2007

ClickRBS - Informação

A fim de chamar a atenção para a importância da Amazônia na manutenção do equilíbrio climático global e para a necessidade de preservar a floresta o Greenpeace decidiu percorrer parte do país exibindo o tronco de um tauari [árvore da floresta de baixo valor comercial] carbonizado. Saindo do sul do Amazonas, a mostra percorreu os Estados de Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, onde chegou neste fim de semana.

Tronco carbonizado serve de protesto contra as queimadas - Wilsom Dias / Agência Brasil

Tronco carbonizado serve de protesto contra as queimadas

Segundo o coordenador da exposição, André Muggiati, a iniciativa visa a sensibilizar principalmente as pessoas que vivem longe da floresta, alertando para a relação existente entre as queimadas, as mudanças climática e o aquecimento global.

– Aproximadamente 75% das emissões brasileiras de CO2 [dióxido de carbono], principal gás do efeito estufa, são oriundas de desmatamentos. Mais da metade disso ocorre na Amazônia – disse Muggiati.

De acordo com o Greenpeace, o Brasil é hoje o quarto maior emissor de poluentes do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, China e Indonésia. Em seu site, a ONG reconhece que as taxas de desmatamento vêm caindo, mas atribui isso a uma combinação de fatores conjunturais, como a queda nos preços dos produtos agrícolas no exterior, somado a medidas adotadas pelo governo, como a criação de áreas protegidas e maior fiscalização.


December 4, 2007

Informação – Greenpeace

O Greenpeace apresentou nesta terça-feira (4), na 13ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática, em Bali, um mecanismo para impedir o desaparecimento das florestas tropicais, com a criação de um fundo de US$ 14 bilhões para preservar este ecossistema.
“É imprescindível que se utilize a oportunidade que Bali oferece para incluir a preservação das florestas nas discussões sobre a mudança climática e entre as soluções para enfrentá-la”, disse à Agência Efe o brasileiro Paulo Adário, coordenador da Campanha Amazônia do Greenpeace.
“Sem dinheiro, não há florestas e não há futuro”, afirmou o coordenador.
“O Governo do Amazonas já mostrou que tem vontade política para frear o desmatamento, e os países (reunidos) em Bali têm que fazer o mesmo”, acrescentou.
logo-greenpeace-600-x-108.jpg
O Greenpeace considera imprescindível o estabelecimento de um mecanismo que permita a proteção das florestas e que “não possa ser utilizado pelas grandes companhias para descumprir sua obrigação de reduzir suas emissões”.

Por isso, propõe a criação de compromissos nacionais para combater o desmatamento e um fundo internacional que, segundo suas estimativas, poderia captar até US$ 14 bilhões para os países que assumirem e cumprirem as metas de redução.
Calcula-se que 20% das emissões de carbono na atmosfera vêm do desmatamento das florestas tropicais.
“Sem dinheiro, as florestas continuarão sendo destruídas”, disse Adário, ao ressaltar que as tropicais, todas localizadas em países pobres ou em desenvolvimento, são as mais prejudicadas e as que têm maior impacto sobre o clima.
“Não é justo esperar que países que têm poucos recursos econômicos possam preservar suas florestas”, afirmou Adário.
O coordenador afirmou que “quase 75% das emissões brasileiras vêm do desmatamento”.

Seria a solução entregar para quem realmente entende do assunto?


December 1, 2007

   Informação

    Se os pesquisadores de células-tronco estivessem procurando petróleo, poderíamos dizer que eles acertaram num poço na semana passada. Mas para compreender a riqueza incalculável, eles agora precisam entender como construir as refinarias, oleodutos e postos de gasolina.

Os biólogos ficaram eufóricos quando cientistas no Japão e nos Estados Unidos relataram que poderiam transformar células de pele humana em células que se comportam como células-tronco embrionárias, capazes de crescer indefinidamente e potencialmente se transformar em qualquer tipo de tecido do corpo.

A descoberta, se for comprovada, resolveria de maneira decisiva a questão da matéria-prima. Isso poderia acabar se provando um suprimento ilimitado de células-tronco, sem a controvérsia ética causada pela da destruição de embriões e as restrições de financiamentos federais que impediram o trabalho em células embrionárias humanas.

Mas os cientistas ainda enfrentam o desafio de pegar a abundante matéria-prima e transformá-la em tratamentos médicos úteis, como reposição de tecidos para corações e cérebros danificados. E tal desafio será quase tão difícil para as novas células como tem sido para as células-tronco embrionárias.

“Mesmo tendo essa boa fonte de células, isso não resolve todos os problemas que teremos para tentar implantá-las no corpo de forma útil”, declarou James A. Thomson, da Universidade de Wisconsin, que lidera uma das equipes que desenvolveu as células-tronco substitutas. Thomson também foi o primeiro a isolar células-tronco embrionárias, há cerca de uma década.

Ainda assim, a nova descoberta deveria acelerar o processo -– ao menos com as questões éticas aparentemente afastadas, mais cientistas e mais dinheiro será atraído para esse campo de pesquisa.

Usando a nova técnica, os cientistas poderiam retirar células da pele de uma pessoa com certas doenças e gerar células-tronco. Essas células poderiam então ser transformadas em outras células, permitindo aos cientistas que observem os neurônios de uma pessoa com Alzheimer, por exemplo, ou células do coração de alguém que sofreu falha no órgão. E uma empresa farmacêutica pode conseguir uma leitura mais antecipada de uma nova droga contra o Alzheimer testando-a nos neurônios recém criados.

 Uma das coisas à fazer pela vida.