September 21, 2007

NOTÍCIAS AMBIENTAIS

Quem costuma pensar na Amazônia como uma coitadinha precisa mudar de idéia. Um novo estudo mostra que a floresta é “dura na queda” quando o desafio é combater uma seca. Os resultados, obtidos por um quarteto de cientistas brasileiros e americanos, estão publicados on-line na edição desta semana da revista “Science”.

Os pesquisadores usaram imagens de satélite — coletadas com o instrumento Modis, instalado a bordo do orbitador Terra, da Nasa — para avaliar como a taxa de fotossíntese na Amazônia flutuou durante uma grande seca que ocorreu em 2005 — a maior dos últimos 60 anos.
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Algumas previsões sugeriam que, em resposta à escassez de água, a taxa de transpiração das plantas diminuiria, acompanhada pela redução no processo fotossintético (estratégia usada pelos vegetais para transformar luz solar em alimento). Mas não foi isso que aconteceu durante a seca de dois anos atrás.

Segundo imagens de satélite, a floresta se tornou mais pujante, no que diz respeito à fotossíntese, durante a seca. A explicação, segundo os cientistas, é que as árvores conseguem obter água em um reservatório profundo no subsolo, e assim compensar por eventuais secas.

Enfim uma notícia boa, mas esta preocupação poderia ser evitada com algumas atitudes simples. O que você acha? Comente. 


September 12, 2007

NOTÍCIAS GERAIS E AMBIENTAIS

Quatro objetos diferentes estão dando aos astrônomos pistas importantes de como será o futuro trágico do nosso Sol. Eles foram observados em detalhe pelo Telescópio Espacial Hubble e, pelo menos vistos de longe, são bem bonitos.

 

De perto, no entanto, eles representam o último suspiro de estrelas como a nossa. Depois de queimar hidrogênio (substância mais abundante do Universo) em seu interior por cerca de 10 bilhões de anos, a escassez desse material faz com que a estrela inche e se dilua, tornando-se uma gigante vermelha. Durante essa fase, ela usa outro combustível — hélio — para continuar vivendo.

STScI/Nasa/ESA

Imagens de várias nebulosas planetárias, obtidas pelo Telescópio Espacial Hubble (Foto: STScI/Nasa/ESA)

Ocorre que esse combustível também vai acabar. Quando isso acontece, a estrela implode sobre si mesma, conduzida pela gravidade. O que resta é uma anã branca, no interior. Ao redor, gerada pela atmosfera da estrela moribunda, surge uma chamada nebulosa planetária.

Essa nuvem de gás, composta pelos restos da atmosfera da estrela morta, existe por pouco tempo — cerca de 10 mil anos, contra os 10 bilhões de anos da vida do astro.

As imagens acima mostram as nebulosas planetárias em diferentes estágios de evolução, da mais nova (à esquerda e acima) à mais velha (à direita e abaixo). Os cientistas esperam que os dados ajudem a prever como vai ser daqui a 5 bilhões de anos, quando o Sol também chegar à fase final de sua vida.

O que será da vida humana na Terra?


September 10, 2007

NOTÍCIAS AMBIENTAIS

Os líderes do Apec – foro que inclui os maiores contaminantes do mundo – emitiram uma declaração com relação ao aquecimento global, o que não significa que eles assinarão compromissos para reverter a situação.

Os funcionários encarregados da redação do documento assinado pelos líderes encontraram um difícil consenso para a declaração final sobre o clima, que não contém objetivos obrigatórios.

O documento de seis páginas se contenta em mencionar uma “vontade” de reduzir até 2030, 25% da intensidade energética (medida calculada pelo informe do consumo de emergia e de produção) das 21 economias. O texto também afirma que a ONU deve ser responsável pela negociação sobre o tema.

Desde o início da semana, ficou claro que havia duas posições com relação ao tema.

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Austrália e Estados Unidos defendem uma abordagem que exija dos países em desenvolvimento — como a China — maiores esforços e se mostram dispostos a negociações se elas se derem à margem do que propunha o protocolo de Kyoto, o principal tratado internacional sobre meio ambiente, que expira em 2012.

Por outro lado, a China lidera um bloco de países que considera que as Nações Unidas são as responsáveis por liderar as negociações sobre mudança climática. A ONU organiza para dezembro uma grande reunião sobre o tema em Bali, na Indonésia, para se elaborar um tratado que substitua o de Kyoto sobre gases contaminantes.

A Austrália tinha incluído a mudança climática como um dos principais temas do encontro de chefes de Estado da APEC. Mas desde a semana passada, o primeiro-ministro John Howard tinha advertido que nenhum compromisso vinculante seria adotado com relação aos gases que produzem o efeito estufa.

O que fazer com esse tipo de gente? 


September 8, 2007

INFORMAÇÃO

Até 2050 o mundo perderá dois terços da população atual de ursos polares por causa do aquecimento global, que está derretendo o gelo no Pólo Norte. O alerta foi feito pelo órgão de pesquisas geológicas dos Estados Unidos nesta sexta-feira (7) a partir de dados obtidos por cientistas americanos e canadenses em seis meses de novos estudos.
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Os pesquisadores estudaram a saúde de três grupos de ursos polares, levando em conta a dependência deles do mar Ártico. E concluíram que até 2050 os ursos polares vão perder 42% da área que têm disponíveis para viver durante o verão no Pólo Norte, onde eles caçam e se reproduzem.
Os ursos polares precisam das plataformas de gelo para caçar focas, que são sua principal fonte de comida. Mas o aumento das temperaturas tem deixado o gelo fino demais para que eles possam caminhar.

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Outra organização, a World Conservation Union, da Suíça, estimou que atualmente há entre 20 mil e 25 mil ursos polares no Ártico, ameaçados pelo derretimento do gelo, pela poluição, pela caça, pelo desenvolvimento e pelo turismo.

E o aquecimento global aparece denovo…


September 7, 2007

INFORMAÇÃO

Grupos ambientalistas e políticos da oposição criticaram a emissora pública britânica BBC por cancelar a exibição de um programa que seria inteiramente dedicado à mudança climática.

Os autores do programa “Planet Relief” pretendiam chamar a atenção do grande público para as perigosas conseqüências do aquecimento global. A emissora justificou sua decisão afirmando que não é sua missão liderar a opinião pública nesse tema. No entanto, para os críticos, a BBC deu a entender que, na sua opinião, não há suficiente consenso entre os cientistas sobre a realidade do efeito estufa e suas causas humanas.

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Segundo Chris Huhne, porta-voz para o Meio Ambiente do Partido Liberal-Democrata, “o consenso sobre a mudança climática entre os cientistas é tão arrasador que acusar a BBC de fazer uma campanha por exibir o programa seria como sugerir que ela deveria manter o equilíbrio entre os criminosos e suas vítimas”.Qual seria a verdadeira intenção da BBC em tirar este programa da programação? Comente.